Octavio Brandão 1977

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Ciclo de Palestras 2026 do CCOB

Soberania alimentar e o MST

Com Sérgio Ricardo do movimento dos pequenos produtores rurais e do MST

No próximo sábado, 30/05, às 16:00 

na sede do CCOB.

No evento serão recolhidos produtos de alimentação para as comunidades do Jacarezinho.



Endereço: Rua Miguel Ângelo, 120, entrada pela portão da rua Francisco Neiva nº 37 - Próximo da Estação Maria da Graça do Metrô Linha 2.


sexta-feira, 22 de maio de 2026

A memória combatente de Octávio Brandão

A inteligência pioneira de um marxismo brasileiro em formação

Prof. Guilherme Diniz

Octavio Brandão

Há autores que foram aprisionados pela própria precedência. Por terem chegado cedo demais, tornam-se, para os leitores posteriores, não propriamente pensadores, mas precursores; não intérpretes dignos de confronto, mas documentos de uma infância teórica supostamente superada. Octávio Brandão pertence a essa espécie rara e injustiçada. Seu nome costuma aparecer associado à fundação do comunismo brasileiro, à primeira tradução brasileira do Manifesto Comunista, à direção inicial do Partido Comunista do Brasil e, sobretudo, a Agrarismo e Industrialismo, obra publicada em 1926 sob o pseudônimo de Fritz Mayer. Mas essa associação, embora correta, tornou-se também uma forma de empobrecimento. Ao converter Brandão em simples marco inaugural, a historiografia muitas vezes o retirou do campo vivo da interpretação e o acomodou na condição de relíquia doutrinária. Como se sua importância estivesse apenas no fato de ter começado algo, e não no conteúdo contraditório, ambicioso e fecundo desse começo.

O caso de Brandão é particularmente revelador porque sua obra condensa, em estado nascente, algumas das principais tensões que atravessariam o pensamento marxista brasileiro ao longo de todo o século XX: a relação entre questão agrária e industrialização, entre imperialismo e formação nacional, entre burguesia interna e massas populares, entre modernização e dependência, entre natureza e história, entre ciência e militância, entre interpretação do Brasil e estratégia revolucionária. Não se trata, portanto, de resgatá-lo como monumento piedoso de uma tradição derrotada. Trata-se de compreender que, na precariedade de seus instrumentos conceituais, no caráter ainda incipiente de sua formação marxista e nos limites de seu tempo, Brandão formulou problemas cuja permanência ultrapassa largamente as insuficiências de suas respostas.

Nascido em Viçosa, Alagoas, em 1896, Octávio Brandão Rego formou-se em Farmácia e construiu sua trajetória intelectual antes da consolidação universitária das ciências sociais no Brasil. Essa informação é decisiva. Brandão não escreve a partir de um campo acadêmico estabilizado, com bibliotecas abundantes, método disciplinar consolidado e interlocução institucional protegida. Sua formação é autodidata, atravessada pelo jornalismo, pela ciência natural, pela militância, pela leitura fragmentária dos clássicos socialistas e pela experiência direta de um país oligárquico, agrário, dependente e violentamente desigual. Sua entrada no marxismo se deu num ambiente em que o próprio vocabulário teórico da esquerda brasileira ainda estava em constituição. Segundo registros biográficos, Astrojildo Pereira lhe emprestou livros marxistas em 1919, e Brandão passou a ler Marx, Engels e Lênin por traduções francesas; em 1922, ligou-se ao PCB, tornando-se depois dirigente nacional.

Antes do marxista, porém, há o naturalista, o observador do território, o intelectual que se forma diante da paisagem física e social de Alagoas. Esse primeiro Brandão é fundamental para compreender o segundo. Canais e Lagoas, escrito entre 1916 e 1917, revela uma sensibilidade voltada à observação da natureza, dos sistemas lagunares, da geografia, dos rios, das formas de ocupação do espaço e dos efeitos da intervenção humana sobre o ambiente. A obra é frequentemente lembrada como uma espécie de registro pioneiro da paisagem alagoana e, em algumas leituras, como antecipação de uma consciência ecológica brasileira. Ainda que seja inadequado projetar sobre Brandão categorias ambientais contemporâneas sem mediação histórica, é inegável que seu olhar inicial não separa completamente natureza e sociedade. O território não aparece como cenário neutro, mas como matéria viva da formação nacional.

Essa dimensão é relevante porque ajuda a desfazer uma caricatura: a de que Brandão teria simplesmente importado fórmulas marxistas e as aplicado mecanicamente ao Brasil. Há, sem dúvida, esquematismos em sua obra. Mas também há uma intuição profunda: a interpretação do Brasil precisava passar pela concretude de seu solo, de sua economia, de sua estrutura agrária, de suas regiões, de suas formas de exploração e de sua inserção subordinada no capitalismo mundial. O marxismo, para ele, não era apenas doutrina; era método de decifração de um país ainda dominado por formas oligárquicas, por relações sociais herdadas da colônia e por uma modernização incompleta, contraditória e dependente.

É nesse ponto que Agrarismo e Industrialismo adquire sua importância maior. Publicado em 1926, com o subtítulo Ensaio marxista-leninista sobre a Revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil — 1924, o livro é reconhecido como uma das primeiras, e talvez a primeira, tentativa sistemática de interpretação marxista da realidade brasileira. A obra foi inicialmente concluída em 1924, circulou em versões datilografadas, serviu de subsídio para teses apresentadas no II Congresso do PCB, em 1925, e saiu em livro sob pseudônimo para contornar a repressão policial. Sua importância não reside apenas na anterioridade cronológica, mas no esforço de construir uma leitura totalizante do Brasil a partir da Revolta de 1924, articulando conjuntura política, estrutura econômica, luta de classes e imperialismo.




A escolha do episódio não é acidental. A Revolta de 1924, expressão do tenentismo e da crise da Primeira República, oferecia a Brandão uma porta de entrada para pensar o esgotamento da ordem oligárquica. O Brasil aparecia dividido entre dois polos: de um lado, o agrarismo, vinculado ao latifúndio, ao atraso, à oligarquia, à exportação primária e às formas conservadoras de dominação; de outro, o industrialismo, associado às forças urbanas, à modernização, à indústria, às camadas médias e a uma possível reconfiguração progressiva da vida nacional. A formulação é problemática, e a crítica posterior insistiu com razão nos seus limites: havia uma tendência a enxergar no industrialismo um polo potencialmente progressivo em si mesmo, como se a industrialização capitalista pudesse, por sua própria dinâmica, constituir uma etapa necessária de libertação nacional.

Mas é precisamente aí que a leitura de Brandão deve ser refinada. O erro não elimina o problema. Ao distinguir agrarismo e industrialismo, Brandão procurava nomear uma contradição real da formação brasileira: a persistência de uma estrutura agrária oligárquica como obstáculo ao desenvolvimento nacional e à incorporação das massas populares à política. Sua interpretação padecia de uma confiança excessiva na função progressiva da industrialização e de uma compreensão ainda insuficiente da própria burguesia brasileira, que se mostraria, em várias conjunturas, profundamente conciliadora, dependente e avessa à radicalização democrática. Contudo, a pergunta brandoniana permaneceria central: como superar uma ordem social fundada na concentração da terra, na dependência externa e na exclusão política das massas?

Essa pergunta atravessaria, em registros distintos, Caio Prado Júnior, Nelson Werneck Sodré, Alberto Passos Guimarães, Celso Furtado, Ruy Mauro Marini e Florestan Fernandes. Brandão não antecipa todos esses autores em maturidade teórica, mas inaugura, no interior do comunismo brasileiro, o gesto interpretativo de procurar a revolução não como abstração importada, mas como problema situado na formação histórica nacional. Por isso, reduzi-lo a um marxista esquemático é pouco. O esquematismo existe, mas é o esquematismo de uma primeira cartografia. E a primeira cartografia, ainda que imprecisa, tem a grandeza de abrir o território ao pensamento.

A dimensão mais fecunda de Agrarismo e Industrialismo talvez esteja na tentativa de pensar o imperialismo como elemento constitutivo da realidade brasileira. Brandão escreve sob impacto da leitura de Lênin, especialmente de O Imperialismo, fase superior do capitalismo. Sua preocupação é compreender o Brasil não como unidade isolada, mas como país inserido numa ordem mundial hierarquizada. O atraso brasileiro, portanto, não seria apenas resíduo interno, sobrevivência arcaica ou falha moral das elites; seria também produto de uma posição subordinada no sistema capitalista internacional. Essa intuição, ainda que rudimentar, antecipa uma preocupação decisiva do pensamento crítico latino-americano: a dependência não é acidente externo à formação nacional, mas componente estrutural dela.

Ao mesmo tempo, há em Brandão uma tensão não resolvida entre nacionalismo econômico e internacionalismo proletário. Ele quer pensar a emancipação brasileira como parte da revolução mundial, mas também percebe que a luta contra o imperialismo exige mediações nacionais concretas. Essa tensão reapareceria em toda a história do PCB, nas formulações sobre revolução democrático-burguesa, frente única, aliança com setores nacionais da burguesia, questão agrária e etapa nacional-libertadora. Em Brandão, ela aparece em forma inaugural, muitas vezes instável, mas intelectualmente sintomática. A instabilidade não é somente dele; é de uma esquerda que ainda procurava traduzir para a periferia do capitalismo categorias elaboradas no centro europeu e no contexto da Revolução Russa.

Sua importância intelectual também está ligada à difusão do marxismo no Brasil. Em 1923, Brandão realizou uma das primeiras traduções brasileiras do Manifesto Comunista, a partir da edição francesa de Laura Lafargue, publicada no jornal sindical Voz Cosmopolita. Esse gesto não deve ser tomado como simples trabalho editorial. Traduzir o Manifesto significava inserir no vocabulário político brasileiro categorias que ainda não circulavam amplamente entre trabalhadores, militantes e intelectuais: luta de classes, burguesia, proletariado, internacionalismo, partido, revolução. A tradução era uma forma de construção de público, de criação de linguagem política e de formação de uma comunidade interpretativa. Brandão não foi apenas leitor do marxismo; foi mediador de sua entrada no debate brasileiro.

Essa mediação, porém, ocorreu em condições difíceis. A precariedade material, a repressão policial, as divisões da esquerda, o pequeno tamanho do proletariado industrial, a fragmentação regional e a força das oligarquias tornavam a elaboração teórica inseparável da urgência prática. Talvez por isso a obra de Brandão tenha sido frequentemente lida mais como documento da política comunista do que como reflexão intelectual autônoma. Mas essa separação é artificial. O pensamento de Brandão nasce justamente da impossibilidade de separar teoria e intervenção. Seu marxismo não é acadêmico; é estratégico. Ainda assim, essa condição não o torna menos intelectual. Ao contrário, dá ao seu pensamento uma temperatura histórica que muitas leituras posteriores, excessivamente disciplinadas, perderam.

Outro aspecto pouco valorizado é a amplitude de seus interesses. Brandão não se limitou à economia política ou à análise partidária. Escreveu sobre natureza, história, literatura, memória, cultura e crítica social. Sua obra O niilista Machado de Assis, publicada em 1958, é exemplo de uma incursão problemática, mas reveladora, na crítica literária. O livro, visto retrospectivamente, possui limitações evidentes: sua tentativa de enquadrar Machado sob a chave do niilismo tende a operar por juízos fortes e por uma leitura moral-política que não alcança plenamente a complexidade estética machadiana. Ainda assim, o simples fato de Brandão buscar uma interpretação ideológica de Machado mostra sua ambição de pensar a literatura como forma de consciência histórica, e não como ornamento autônomo.

Também suas memórias, Combates e Batalhas, publicadas pela Alfa-Omega em 1978, possuem valor que ultrapassa o testemunho pessoal. O primeiro volume apresenta sua formação, infância, juventude e trajetória até 1931, e integra uma tradição memorialística comunista indispensável para compreender a constituição da esquerda brasileira. Contudo, mesmo aí, o interesse não deve ser apenas factual. Brandão narra uma experiência de formação intelectual coletiva: como se liam livros, como circulavam ideias, como se constituíam redes militantes, como a teoria era apropriada por sujeitos afastados dos centros tradicionais de produção cultural. Suas memórias ajudam a compreender o marxismo brasileiro não como doutrina que desce pronta sobre o país, mas como construção feita por tradutores, jornalistas, farmacêuticos, operários, autodidatas, professores e militantes perseguidos.

A crítica mais recorrente contra Brandão repousa na fragilidade de sua dialética. Leandro Konder, por exemplo, apontou limites severos em sua compreensão do método dialético, chegando a caracterizar sua leitura como marcada por mal-entendidos, conforme registram estudos sobre a recepção de sua obra. A observação é pertinente, mas não encerra o problema. O marxismo de Brandão é anterior ao amadurecimento filosófico posterior do marxismo brasileiro. Ele antecede a recepção mais refinada de Lukács, Gramsci, Korsch, Althusser, Thompson e da teoria da dependência. Sua dialética é, muitas vezes, mais classificatória do que processual; mais inclinada à oposição de polos do que à análise das mediações; mais preocupada com a identificação de forças históricas do que com a reconstrução concreta de suas determinações internas. Mas exigir dele o que só se tornaria disponível décadas depois é cometer anacronismo crítico.

Mais justo é perguntar: que tipo de inteligência histórica foi possível no Brasil dos anos 1920, a partir de um marxismo recém-introduzido, de um movimento operário ainda frágil, de uma esquerda perseguida e de uma estrutura acadêmica incapaz de oferecer instrumentos para uma interpretação materialista do país? Sob esse ângulo, Brandão deixa de ser um autor atrasado diante dos padrões posteriores e passa a ser um laboratório intelectual. Nele, vemos o marxismo brasileiro tentando nascer, tropeçando, simplificando, mas também descobrindo os seus objetos fundamentais: a terra, o Estado, o imperialismo, a indústria, o povo, as oligarquias, a revolução, a nação.

Sua relação com a questão agrária merece destaque. Muito antes de a reforma agrária se tornar eixo consolidado dos debates nacionais, Brandão já percebia a centralidade da estrutura fundiária para a compreensão do Brasil. Desde a juventude em Alagoas, rompeu com o catolicismo familiar e passou a defender ideias libertárias, entre elas a divisão da terra, o que o colocou em choque com a sociedade oligárquica local. Essa preocupação não era apenas econômica. A terra, para Brandão, era a base material de uma forma de poder. O latifúndio organizava relações sociais, determinava hierarquias políticas, condicionava a cidadania, produzia dependência e bloqueava a emergência de uma democracia popular. Mesmo quando sua formulação sobre agrarismo e industrialismo se mostra simplificada, a centralidade conferida à questão agrária permanece uma contribuição decisiva.

Brandão também deve ser compreendido no interior da tradição dos intérpretes não universitários do Brasil. Antes que a universidade reivindicasse para si o monopólio da explicação científica do país, muitos dos diagnósticos mais importantes da formação nacional foram produzidos por juristas, engenheiros, médicos, jornalistas, militares, militantes, literatos e autodidatas. Brandão pertence a essa linhagem. Sua escrita tem imperfeições, excessos, pressa, tonalidade combativa. Mas possui uma qualidade rara: a convicção de que pensar o Brasil exige tomar partido diante de suas contradições. O país não é, para ele, objeto neutro; é campo de luta.

Essa condição ajuda a explicar seu posterior esquecimento relativo. A profissionalização universitária das ciências humanas, especialmente a partir da segunda metade do século XX, produziu uma mudança nos critérios de legitimidade intelectual. Autores como Brandão passaram a ser lidos como etapas superadas, fontes de época ou expressões de um marxismo militante sem sofisticação metodológica suficiente. Ao mesmo tempo, dentro da própria tradição comunista, sua obra foi muitas vezes absorvida como documento fundador, não como pensamento em disputa. Assim, Brandão sofreu um duplo deslocamento: era militante demais para a universidade e teoricamente incipiente demais para a esquerda posterior que buscava refinamento conceitual.

Mas esse esquecimento revela mais sobre as instituições de consagração do que sobre a esterilidade de sua obra. Brandão permanece importante porque sua escrita conserva o momento em que o marxismo brasileiro descobriu a necessidade de interpretar o Brasil concretamente. Antes dele, havia socialismo, anarquismo, republicanismo radical, críticas morais à desigualdade, denúncias da exploração e leituras fragmentárias da questão social. Com Agrarismo e Industrialismo, ainda que sob forma embrionária, aparece a tentativa de compor uma totalidade: economia, Estado, classe, imperialismo, revolta militar, oligarquia e desenvolvimento. Essa ambição totalizante é a marca mais forte de sua inteligência.

A comparação com Leôncio Basbaum é inevitável. Ambos pertenceram à geração que ligou militância comunista e interpretação nacional. Ambos foram marcados pelo PCB, pela formação autodidata, pela repressão, pelo esforço de traduzir o marxismo para o Brasil e pela posterior marginalização historiográfica. Mas há uma diferença importante. Basbaum escreve com maior distanciamento retrospectivo, sobretudo em sua História Sincera da República, procurando narrar a formação republicana em larga escala. Brandão, por sua vez, escreve no calor da fundação, quando as categorias ainda estavam sendo introduzidas, testadas e deformadas pelo choque com a realidade brasileira. Se Basbaum é o militante-historiador que olha a República como processo, Brandão é o pioneiro que tenta construir a primeira gramática marxista para nomear esse processo.

Recuperar Octávio Brandão, portanto, não significa aceitar sem crítica suas teses. É preciso reconhecer sua leitura frequentemente etapista, sua confiança excessiva nas virtualidades progressivas da industrialização, sua tendência a opor agrário e industrial de modo rígido, sua compreensão ainda limitada da complexidade da burguesia brasileira e sua fragilidade filosófica diante da dialética. Mas reconhecer esses limites não autoriza descartá-lo. Ao contrário: torna sua leitura mais interessante, porque permite observar como o marxismo brasileiro se formou por aproximações sucessivas, por erros produtivos, por intuições parciais e por confrontos com uma realidade mais complexa do que os esquemas disponíveis.

Brandão é importante não apesar de suas contradições, mas também por causa delas. Sua obra registra o momento em que a esquerda brasileira procurou sair da denúncia moral e ingressar na análise estrutural. Ela mostra a passagem de uma crítica genérica da injustiça para uma tentativa de compreender as formas concretas da dominação. Mostra também os riscos dessa passagem: a sedução dos esquemas rígidos, a tentação de encontrar sujeitos históricos prontos, a dificuldade de apreender as mediações entre economia e política, a insuficiência de uma teoria das classes adequada ao capitalismo dependente. Ler Brandão é acompanhar o nascimento de uma problemática.

Sua atualidade reside justamente nisso. Num país em que a questão agrária permanece irresolvida, em que a industrialização foi interrompida ou subordinada, em que a dependência externa se recompõe sob novas formas, em que as oligarquias regionais continuam a operar dentro de instituições formalmente modernas, e em que o povo aparece muitas vezes como objeto de administração, mas não como sujeito de projeto nacional, as perguntas de Brandão ainda conservam força. Não porque suas respostas devam ser repetidas, mas porque seus objetos continuam diante de nós.

Octávio Brandão não deve ser lido como clássico acabado, mas como fundador inquieto. Sua obra é desigual, datada, impura, por vezes ingênua, mas sempre luminosa. Essa impureza, entretanto, é parte de sua grandeza. Ela nos devolve um momento em que pensar o Brasil exigia coragem intelectual, improvisação teórica e compromisso histórico. Brandão não teve à disposição a sofisticação posterior do marxismo acadêmico; teve, em compensação, a urgência de compreender um país dilacerado por oligarquias, imperialismo, miséria e promessas truncadas de modernização.

O esquecimento de Octávio Brandão empobrece a memória crítica brasileira porque apaga o instante em que a interpretação marxista do Brasil ainda era risco, e não tradição. Sua obra permanece como testemunho de uma inteligência inaugural: uma inteligência que errou ao tentar compreender, mas que tentou compreender quando quase tudo ainda estava por ser nomeado. Nesse gesto reside sua importância. Brandão abriu uma via. E toda via inaugural, mesmo quando irregular, permanece necessária para que se compreenda o terreno por onde passaram os que vieram depois.

sábado, 9 de maio de 2026

Cineclube CCOB apresenta

 "Imagens do Inconsciente"


Documentário "Imagens do Inconsciente"de Leon Hirzman (1987) sobre o trabalho da grande psiquiatra junguiana Nise da Silveira.

"Imagens do Inconsciente" é um documentário que narra as histórias de três pacientes psiquiátricos da Dra. Nise da Silveira (amiga pessoal e de ideologia do casal de militantes marxistas Octavio e Laura Brandão, e como, por meio de pinturas altamente expressivas, o processo terapêutico estabeleceu uma ponte entre seus interiores mais íntimos e a realidade mais aguda.

Depois, teremos palestra com Doutor Walter Passos Vasconcellos Neto, Psicólogo e Historiador de Ambulatório, que atua nas unidades da Rede de Atenção Psicossocial, a serviço da  RIOSAÚDE e do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira.

Doutor Walter Passos Vasconcellos Neto

Neste sábado, dia 09 de maio, às 16 horas, no Centro Cultural Octávio Brandão.

(CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.)

Você está convidado, compareça e prestigie as atividades do CCOB.

domingo, 19 de abril de 2026

Organização por local de trabalho e pelo "lugar" do trabalho



Dia 25 de abril, sábado, 16 horas, no Centro Cultural Octávio Brandão (Rua Miguel Ângelo, 120, próximo ao Metrô de Maria da Graça)

Debate: "Organização por local de trabalho e pelo "lugar" do trabalho ".

Debatedores: 

a) Edson Pimentel, metalúrgico aposentado da Indústria de Material Bélicos (IMBEL, no Caju), ex-cipeiro da fábrica e militante do PSTU;

b) Jaime Santiago, metalúrgico aposentado, trabalhou em várias fábricas, inclusive na GE de Maria da Graça. Iniciou a sua militância na ditadura militar, tendo militado na Organização Revolucionária Marxista Política Operária (POLOP). Foi fundador do PT e da CUT. Diretor do sindicato dos metalúrgicos do Rio de Janeiro por 3 gestões, foi presidente da CUT/RJ de 1990 a 1993;

c) Micheline Oliveira, operária e militante do comitê de luta operaria, no Rio Grande do Sul. Carrega a experiência da organização nas fábricas e do uso de uma rádio como organizador.

O tema a ser debatido é a organização do revolucionários e suas organizações por local de trabalho.  Experiências bem sucedidas no passado, experiências atuais. O desafio dos revolucionários para retomar o protagonismo no "chão de fábrica".

A questão central é a oposição entre a organização por local de trabalho X organização por  bairro. Esta foi uma polêmica entre alguns bolcheviques com os partidos Comunistas europeus que adotavam a organização por bairros ao contrário dos revolucionários russos.

Na realidade, a própria opção dos comunistas europeus pela organização por bairro em detrimento da organização por local de trabalho denotava uma certa capitulação à lógica das disputas eleitorais.

Alguns setores da esquerda revolucionária também caíram nessa. Embora se declare revolucionária, abandonou o "chão de fábrica" em prol da inserção em movimentos policlassistas e dispersos.  E também focou na academia, no funcionalismo público e num setor da classe média mais envolvido com causas identitárias.

Compareça a esse debate imperdível! 

Na oportunidade, estará sendo vendido o livro "A Ousadia Necessária - Da Liga Operária à Convergência Socialista", últimas cinco edições.


quinta-feira, 26 de março de 2026

Cineclube CCOB

A VOZ DE HIND RAJAB (2025/26) - Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2026

Dia 28 de março, sábado, 16 horas, no Centro Cultural Octávio Brandão (Rua Miguel Ângelo, 120, próximo ao Metrô de Maria da Graça).






A história real de Hind Rajab, uma menina de seis anos encurralada em um carro sob o fogo das forças israelenses em Gaza, utilizando áudios reais da conversa com o Crescente Vermelho. Pelo telefone, ela pede ajuda e a equipe de resgate trava uma tensa luta contra o tempo para encontrar um meio de salvá-la.
Segundo o crítico Ritter Fan "Um verdadeiro docudrama, ou seja, um filme que caminha na exata linha tênue entre ficção e documentário, é consideravelmente raro de se achar por aí, especialmente os de altíssima qualidade produzidos para serem exibidos no Cinema. A VOZ DE HIND RAJAB, da cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania, responsável por AS 4 FILHAS DE OLFA, é um exemplar desse estilo relativamente pouco tentado, em uma ambientação de momento absolutamente cativante, angustiante e emocionante que faz o espectador acompanhar a organização do resgate de uma menina de cinco anos sozinha, com toda sua família morta ao redor, em um carro em plena zona de guerra em Gaza, em janeiro de 2024, exclusivamente sob o ponto de vista dos voluntários da Crescente Vermelho, na Cisjordânia, que atendem ligações de emergência".

Elenco: Saja Kilani; Motaz Malhees; Clara Khoury
Direção: a cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Conversa com Ana Barradas

Ciclo de Palestras 2026

Neste sábado, 07/02/26, às 10 horas.


Ana Barradas - Militante comunista, jornalista, autora, tradutora, consultora internacional, interessada na luta contra o racismo e na igualdade de gênero, publicou:

- Ministros da noite

- O império a preto e branco

- Comores, ilhas da lua

- Dicionário de mulheres rebeldes

- Médicos nossos conhecidos

- As clandestinas


CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.

domingo, 2 de novembro de 2025

Ciclo de Palestras 2025

Lançamento do livro "CONTRA A CORRENTE" de Sergio Granja.

No próximo sábado, 08/11, às 16:00 na sede do CCOB.

Sergio Granja


Sergio Granja, carioca de 1948, iniciou sua militância política em 1965, no PCB. Foi militante da ALN, onde fez parte de ações armadas, exilado político, mestre em Literatura Brasileira, é professor aposentado da rede estadual de ensino do RJ.

O intelectual e militante comunista Sergio Granja, nos 25 artigos de seu livro "Contra a Corrente", aprofunda diversas questões teóricas e práticas atualíssimas, e para tanto, compõe um amplo painel com diversos pensadores comunistas, mas não só. Um livro instigante, em que o autor não se furta a opinar sobre assuntos que estão na ordem do dia. Diria que se trata de uma obra que chama você à discussão política e ao agir, vale dizer, àquilo que mais se faz necessário nesses tempos sombrios de algoritmos e barbárie crescentes que o capitalismo nos apresenta em sua fase decadente.

Endereço: Rua Miguel Ângelo, 120, entrada pela portão da rua Francisco Neiva nº 37 - Próximo da Estação Maria da Graça do Metrô Linha 2.



domingo, 19 de outubro de 2025

Cineclube CCOB

No próximo sábado, 25 de outubro, 15:30 horas, venha assistir e depois participar do bate-papo sobre o filme "Diário de uma busca" no Cineclube do Centro Cultural Octavio Brandão.


Sinopse 

Outubro, 1984, Celso Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazista, onde entrou à força. A polícia sustenta que se trata de um suicídio. O episódio, digno de um filme de suspense, é o ponto de partida de Flávia, filha de Celso e diretora do filme, que decide reconstruir a história da vida e da morte de Celso. É uma viagem no tempo e na geografia: a diretora volta a Porto Alegre, Santiago, Buenos Aires, Caracas e Paris, cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um projeto político. O resultado é um documentário poderoso e comovente que combina magistralmente a intriga policial, os testemunhos de familiares e companheiros e o relato na primeira pessoa de uma infância vivida entre o exílio e a luta armada. As vozes imbricadas de Celso (de suas cartas) e de sua filha constroem um retrato íntimo de uma relação marcada pela história e pela ausência.


Ficha técnica:
Data de lançamento: 26 de agosto de 2011 (Brasil)
Diretora: Flávia Castro
Realizador: Vicente Amorim
Duração: 1h 48m
Produtora: Les Films du Poisson
Roteiro: Flávia Castro


Endereço: Rua Miguel Ângelo, 120, entrada pela portão da rua Francisco Neiva nº 37 - Próximo da Estação Maria da Graça do Metrô Linha 2.


segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Aniversário do CCOB

Convidamos os associados e amigos do CCOB para, neste sábado, 20/09, a partir das 15 horas, participarem da comemoração dos 22 anos da fundação do Centro Cultural Octavio Brandão.

Programação:

Palestra: 40 anos da greve bancária de 1985.

Piquete fecha agência do BB,  Rio de Janeiro, 12/09/1985.
 

Mesa: Cyro Garcia, ex-presidente do sindicato dos bancários do Rio de Janeiro; Edna Rachel, ex-presidente do sindicato dos bancários da Baixada Fluminense; João Ricardo de Mattos Serafim, o JR, ex-diretor do sindicato dos Bancários do RJ e Júlio Santos Vieira, coordenador dos piquetes na Rua do Ouvidor, centro do Rio de Janeiro. Vídeo depoimento: Estela Santos, ex-diretora do sindicato dos bancários RJ. 




Homenagens póstumas ao professor Almir Fernandes, ao bancário Nélson Paulino e ao ex-vereador comunista, o jornalista e escritor Octávio Brandão.

Homenagens em vida aos 100 anos da sócia nº 1 do Centro Cultural Octávio Brandão, dona Dionysa Brandão.

Festa de aniversário de 60 anos e da aposentadoria do servidor Alex Brasil; 70 anos do bancário aposentado Júlio Santos Vieira, o Julião e do gráfico aposentado José Braz.

Roda de samba com o Movimento Compositores e Resistência.



Confraternização dos aniversariantes do mês: bolo do parabéns, caldo de ervilha e salgadinhos. (bebidas serão vendidas na cantina do CCOB).


Endereço: Rua Miguel Ângelo, 120, entrada pela portão da rua Francisco Neiva nº 37 - Próximo da Estação Maria da Graça do Metrô Linha 2.


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Ciclo de Palestras 2025

Quilombo do Alto da Serra do Mar

Luta pela terra, antirracismo e agroecologia.

Moradores no Quilombo do Alto da Serra do Mar.

Dia  06/09, sábado, às 15:30 h.

Palestrante: Carlos Moisés Silva de Mattos, Engenheiro (Univassouras), Pós-graduado em Desenvolvimento Regional e Sustentabilidade pelo IFRJ. 

"A situação do Quilombo do Alto da Serra do Mar que, há mais de duas décadas luta pela titulação de suas terras está registrada no Mapa de Conflito e Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil elaborado pela Fiocruz https://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br/, dando visibilidade a situação racismo e de injustiça ambiental nos diversos episódios de ameaças e violências sofridas por esta comunidade desde a sua formação, seja durante o duro período de exploração do carvão vegetal (1950) que impuseram condições degradantes, “análogas à escravidão” aos primeiros moradores desse território, hoje anciões da comunidade, seja durante os conflitos agrários e a tentativa de expulsão de suas terras durante os anos de 2002 e intensa batalha pela titulação dessas terras iniciada nos anos de 2003.

Neste sentido, é possível caracterizar que a situação vivenciada por esta comunidade quilombola, enquadra-se dentro do conceito do Racismo Ambiental, entretanto, compreende-se também, que a história dessa comunidade, como parte da história do negro no Brasil, apresenta as características fundamentais do racismo estrutural, herança do brutal regime escravocrata que existiu neste país. A superação integral do racismo estrutural com suas diversas manifestações e, a construção da verdadeira democracia racial não ocorrerá sem a eliminação da sociedade de classes no Brasil. Este é, sem dúvida, um grande desafio que está colocado para os movimentos populares e para a luta antirracista em nosso país." (Carlos Moisés Silva de Mattos, Etnografia das práticas Agrícolas, Agroecológicas e Socioculturais na Comunidade do Quilombo Alto da Serra.)


O Quilombo Alto da Serra do Mar, localizado em Lídice, um dos distritos do município de Rio Claro, situado no Médio Paraíba, estado do Rio de Janeiro, foi formado na década de 1950 pelas famílias Leite e Antero. Ambas trabalharam, primeiramente, nas fazendas de café e posteriormente na produção de carvão em sistema de escravidão por dívida – a mão de obra era trocada por mantimentos vendidos pelos próprios proprietários das carvoarias por um valor que os trabalhadores não conseguiam pagar e, por isso, eram obrigados a trabalhar mais.

A comunidade é composta por, aproximadamente, 200 pessoas, sendo o patriarca o Sr. Benedito Leite, de 70 anos, que chegou à região, juntamente com sua família, aos seis anos de idade e lá trabalhou como carvoeiro.

Atualmente, a principal atividade produtiva dos quilombolas é a agricultura, mas também criam tilápias, galinhas, patos e algumas mulheres produzem doces, queijos, pães e biscoitos – produtos que são comercializados nas feiras em Lídice e Angra dos Reis.


CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Cineclube CCOB

No próximo sábado, 16 de agosto, 15:30 horas, venha assistir e depois participar do bate-papo sobre o filme "Sem Chão" no Cineclube do Centro Cultural Octavio Brandão.



SINOPSE

Basel Adra é um jovem ativista palestino de Masafer Yatta que luta desde a infância contra a expulsão em massa da sua comunidade pela ocupação israelense. Basel documenta o apagamento gradual do local, ao mesmo tempo em que os soldados destroem casas de famílias, no maior ato de transferência forçada já realizado na Cisjordânia ocupada. O caminho de Basel se cruza com o de Yuval, um jornalista israelense que se junta à sua causa, e, no decorrer de metade de uma década, eles lutam contra a expulsão enquanto se aproximam. Esse vínculo complexo é assombrado pela extrema desigualdade entre os dois: Basel vive sob uma brutal ocupação militar, e Yuval vive livre e sem restrições. O filme foi realizado por um coletivo palestino-israelense de quatro ativistas, criado durante os tempos mais sombrios e aterrorizantes da região.

Vencedor do prêmio de melhor documentário e do prêmio do público da seção Panorama Documentário no Festival de Berlim. Também venceu o prêmio do público no CPH:DOX, no Visions du Réel e no IndieLisboa.


CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Festa Julina no CCOB

Promoção do Centro Socialista dos Trabalhadores do Judiciário (CESTRAJU) e do Centro Cultural Octavio Brandão (CCOB)

DIA 26/07 (SÁBADO 16:00)



Dia 26 de julho, último sábado do mês, a partir das 16:00, acontece a sensacional festa julina do Centro Socialista dos Trabalhadores do Judiciário (CESTRAJU) e do Centro Cultural Octávio Brandão. Vai ter comida típica, cerveja e refrigerantes gelados, bebida quente, forró Pé de Serra, bingo com três prendas (cartela a R$ 15,00), quadrilha (opa, não é a do Bolsonaro!) e muita alegria. Venha com os trajes típicos.

CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.


terça-feira, 8 de julho de 2025

Ciclo de Palestras 2025

Palestina, ocupação e genocídio sionista.

Milhares de crianças estão entre os mortos e feridos pelo genocídio sionista na Palestina. 


Dia  12/07, sábado, às 15:30 h.

Palestrante: Ramez P. Maalouf, doutor em geopolítica pela USP. 

Venha participar e discutir as formas de intensificar a campanha de solidariedade à luta do povo palestino contra o genocídio e a ocupação israelense.

CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.

 

terça-feira, 24 de junho de 2025

Almoço e futebol no Boteco do CCOB

Temos uma ótima notícia!


Carne seca com abóbora.

Está de volta o "Almoço no Boteco do CCOB", no próximo sábado, 28/06, a partir das 13 horas. Apenas 25 reais por pessoa (bebidas a parte).

Às 13 horas, futebol ao vivo no telão do CCOB: Botafogo e Palmeiras pelo Mundial de Clubes.


CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.



quinta-feira, 8 de maio de 2025

CCOB comemora a compra da sede!


Vamos comemorar essa grande vitória que foi a compra da sede própria do CCOB e agradecer a todos associados e amigos que contribuíram com a campanha financeira para viabilizar a aquisição do imóvel. Será no dia 17 de maio, sábado, a partir das 15 horas. Teremos uma tarde/noite de muita animação e alegria, com atração especial: a cantora Luz Fogaça e seus músicos trazendo o melhor da MPB.

O talento de Luz Fogaça no CCOB. 


Entrada franca, bolo e salgadinhos por conta da casa, bebidas à parte, vendidas a preços módicos na cantina do CCOB.

CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.




segunda-feira, 31 de março de 2025

A luta contra o golpe empresarial militar de 1964

Ciclo de Palestras 2025 do Centro Cultural Octavio Brandão




O palestrante convidado é Luiz Rodolfo Viveiros de Castro, o popular Gaiola, militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) desde 1968, esteve exilado no Chile durante o governo da Unidade Popular de Salvador Allende e depois na França. Quando retornou do exílio, Gaiola que havia saído do MR8, participou do processo de organização do PT nos anos oitenta. Chegou a ser presidente estadual do PT-RJ. Romperia com o PT, afirmando de forma taxativa: “Lula é o coveiro da esquerda”. 

No próximo sábado, 05 de abril, às 16 horas, na sede do CCOB

CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.


sexta-feira, 14 de março de 2025

A Comuna de Paris

Ciclo de Palestras 2025 do CCOB 




No dia 15 de março, próximo sábado, às 16 h, a primeira revolução operária e socialista da história ("A Comuna de Paris"), estará em debate no Centro Cultural Octavio Brandão.

O palestrante será o companheiro Leonardo Gustavo Silvestre Fernandes de Freitas do Nascimento, o Léo, trabalhador do Judiciário Fluminense há 33 anos, e integrante do Centro Socialista dos Trabalhadores do Judiciário (CESTRAJU).

Venha debater sobre essa pioneira experiência de tentativa de poder pela classe trabalhadora, que esse ano completa 154 anos, vivenciada pela Associação Internacional dos Trabalhadores (fundada por Karl Marx e Friederich Engels, a I Internacional) e que, apesar de ter sido derrotada, deixou muitos ensinamentos para as Revoluções Russas de 1905, fevereiro de 1917 e a vitoriosa epopeia de outubro de 1917, dirigida por Lenin e Trotsky.


CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Ciclo de Palestras 2025

Conjuntura Internacional

Dia  15/02, sábado, às 16:30 h.

Palestrante: Ana Barradas


Ana Barradas - Militante comunista, jornalista, autora, tradutora, consultora internacional, interessada na luta contra o racismo e na igualdade de gênero, publicou:
- Ministros da noite
- O império a preto e branco
- Comores, ilhas da lua
- Dicionário de mulheres rebeldes
- Médicos nossos conhecidos
- As clandestinas


CCOB: Rua Francisco Neiva 37, esquina com rua Domingos de Magalhães, Maria da Graça, próximo da estação do Metrô.

domingo, 17 de novembro de 2024

A ofensiva contra os gastos sociais e a previdência

Reunião plenária do CCOB

Estamos diante de uma ofensiva da burguesia e do governo contra os gastos sociais no orçamento público e os benefícios previdenciários. São cortes que vão atingir a população mais pobre, os trabalhadores da ativa, os aposentados e pensionistas.


A burguesia ordena: governo, congresso e judiciário obedecem.

O CCOB chama todos os associados e amigos para debatermos esses temas e as formas de luta contra os ataques ao povo trabalhador.


No próximo sábado,

23/11, às 15 h, na sede do CCOB.


Endereço: Rua Miguel Ângelo, 120, entrada pela portão da rua Francisco Neiva nº 37 - Próximo da Estação Maria da Graça do Metrô Linha 2.



terça-feira, 15 de outubro de 2024

Cineclube CCOB

No próximo sábado, 19 de outubro, 16 horas, venha assistir e depois participar do bate-papo sobre o filme "Outubro" no Cineclube do Centro Cultural Octavio Brandão



Filme russo, mudo, de 1927, em preto e branco, dirigido por Serguei Eisenstein e Grigori Aleksandrev. “Outubro” é, até hoje, considerado um dos clássicos da história do cinema mundial, um épico histórico. Foi feito como uma celebração dos dez anos da Revolução de Outubro Russa, a primeira revolução socialista vitoriosa da humanidade.

O filme mostra a Revolução de Fevereiro, com a queda do czarismo; o período de fome durante o governo provisório; o retorno de Lenin do exílio, em abril de 1917; as Jornadas de Junho, violentamente reprimidas pelo governo provisório de Alexander Kerensky e a tentativa de golpe militar do general Kornilov.

Em seguida, “Outubro” mostra que frente às vacilações do governo de Kerensky e dos mencheviques com os golpistas de direita, os bolcheviques, organizaram minuciosamente (apoiados nos conselhos operários) a derrubada do governo e a tomada do Palácio do Inverno, que simbolizava o poder, em outubro de 1917, reproduzida pelo filme, uma cena antológica do mesmo.


A tomada do Palácio de Inverno, cenas do filme Outubro.


Registre-se que “Outubro” foi lançado durante o processo em que Stalin, Molotov e Bukharin isolaram a Oposição Unificada (que tinha os revolucionários históricos como Leon Trotsky, Zinoviev, Kamenev, Antonov Ovseenko, Rakovsky etc) dentro do PCUS. Por isso, a montagem de Eisenstein do filme foi desaprovada: as autoridades reclamaram que “Outubro” era ininteligível para as massas (o nefasto “realismo socialista”) e Eisenstein foi atacado pelos burocratas stalinistas. O cineasta também foi chamado para reeditar o trabalho a fim de tirar as referências a Leon Trotsky, que tinha recentemente sido expurgado por Josef Stalin.

Ficha Técnica

Direção: Grigori Aleksandrov e Sergei Eisenstein; Roteiro: Grigori Aleksandrov e Sergei Eisenstein; Elenco: Vladimir Popov; Vasili Nikandrov e LayaschenkoSovkino (URSS).

Duração: 102 minutos.

Lançamento: 20 de janeiro de 1928.

Endereço: Rua Miguel Ângelo, 120, entrada pela portão da rua Francisco Neiva nº 37 - Próximo da Estação Maria da Graça do Metrô Linha 2.